terça-feira, 25 de agosto de 2009
Em maré de tristeza, hoje…
…hoje saí de casa sentindo-me linda.
Linda mesmo!
Apegada a um sentimento profundo de tristeza, desilusão, angustia, infelicidade e, saudosismo…
…mas mesmo assim senti-me, sinto-me linda.
Linda por fora e claro, ainda mais linda por dentro.
Há uns dias tomei percepção de que a minha vida, os meus sonhos, o meu futuro, ‘eu’, ficarei adiada por mais uns tempos, uns anos, para que outros possam continuar a sua vida, os seus sonhos, o seu futuro, o seu ‘eu’.
Que faço então?
Fecho-me. Fecho-me cada vez mais dentro de um rótulo de ‘mau feitio’.
Fecho-me, tranco-me, começo de novo a viver em frente ao espelho, a falar com personagens por mim criadas mas reais ainda que distantes, e com elas converso, desabafo, chego mesmo pateticamente a fazer juras de amor jurando que do lado de lá do espelho me juram amor.
Coisa impossível!
Existe ‘possível’ na minha vida?
Não… Não me parece…
Cresci numa felicidade impossível, a primeira paixão quase que foi impossível, o primeiro amor (tarde) e único amor foi de todo impossível, quando penso que alcancei então a felicidade que enquanto criança não tive, quando pensei então estar perto dos meus sonhos, eis que…
…adio novamente.
E mesmo triste por demais, fico alegre por saber que adiando a minha vida proporciono a vida a alguém.
E enquanto me sinto linda e me dedico músicas profundas e de bom gosto, lá distante quem eu queria que me dedicasse nem que fosse 1 milissegundo dos seus pensamento nem sequer sonha, nem sequer se lembra que um dia precisou de mim, que um dia foi meu e que dele o fui de corpo e alma.
Enfim…
Em maré de tristeza, hoje sinto-me linda.
E não é que sou mesmo?!
Chega de choradeiras, não o tenho a dedicar-me Caetano, dedico Caetano a mim mesma.
E em maré de tristeza, hoje sorriu porque me sinto linda.
Sou mesmo!!!
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